Hospital de Viseu acionou o dobro de enfermarias previstas no plano

Hospital de Viseu acionou o dobro de enfermarias previstas no plano

O plano de contingência do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) previa cinco enfermarias para doentes COVID-19 e já foram acionadas 10, disse hoje o presidente da administração, reconhecendo que foi necessário enviar doentes para outras unidades hospitalares.

“A situação é extremamente delicada, com 206 doentes internados em enfermaria, mais 14 doentes na unidade de cuidados intensivos”. Este número “tão elevado já nos levou a acionar cerca de 10 enfermarias, quando tínhamos previstas apenas cinco no nosso plano de contingência”, afirmou Nuno Duarte.

A situação fez com que a administração do CHTV tenha decidido acionar a estrutura de apoio montada no pavilhão desportivo municipal do Fontelo, em Viseu, que funciona como apoio e também enfermaria, “vulgarmente designado por hospital de campanha” para poder “expandir a capacidade do hospital para doentes covid”, explicou o responsável, esta terça-feira, em declarações aos jornalistas.

“Esta estrutura tem na sua globalidade 60 camas e, neste momento, ativámos para a componente hospitalar 20 camas e 10 para o apoio de retaguarda. É uma estrutura flexível e vamos ajustando de acordo com as necessidades, quer em termos sociais, quer em termos hospitalares”, adiantou.

Nuno Duarte admitiu que “o hospital já está no seu limite há algum tempo” e, por isso, tem sido “feito um esforço para atender todos aqueles que têm recorrido ao hospital” – e isso tem sido “conseguido, mas está no seu limite”, sublinhou.

Para isso, a administração teve de “suspender a atividade cirúrgica de doentes não prioritários e não urgentes” e foi “ocupando espaços que eram da área, por exemplo, de otorrino ou de ortopedia”, de onde “já foram transferidos alguns doentes para a unidade de Tondela”.

“O hospital também tem de ter um conjunto de camas destinado aos doentes prioritários como os de AVC”, que “necessitam de cirurgias urgentes”, ou aos “nossos doentes oncológicos”, áreas cuja capacidade também teve de ser aumentada”, acrescentou.

O CHTV já recorreu aos privados para acolherem doentes e, atualmente, há alguns na Casa de Saúde São Mateus e na CUF de Viseu e em Albergaria-a-Velha (no distrito de Aveiro), admitiu o responsável.

“Mas o nosso problema é que precisamos de camas covid e, neste momento, não há disponibilidade por parte dos privados de camas covid, apenas em Albergaria-a-Velha, para onde foram quatro doentes, mas que já têm a [sua] capacidade esgotada”, apontou.

Nuno Duarte reconheceu ainda que o CHTV “ainda tem capacidade na unidade de cuidados intensivos”, apesar de estar a duas camas do seu limite, mas se “a situação ficar ainda mais complexa”, acrescentou, “há já mais algumas camas preparadas e que podem ser acionadas”.

O mesmo acontecerá com a estrutura a funcionar desde esta segunda-feira no Fontelo, admitiu o presidente do conselho de administração, ou seja, “se este pavilhão encher a proteção civil já disse que há outras alternativas”.

Centro Hospitalar Tondela-Viseu atingiu o limite

Os hospitais da região Centro estão praticamente no limite por causa do combate à pandemia da COVID-19, mas a situação mais crítica verifica-se no Centro Hospitalar Tondela-Viseu, em que as taxas de ocupação atingiram os 100%, disse a Administração Regional de Saúde.

Fonte do gabinete de comunicação da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) disse à agência Lusa que foi por isso mesmo que se providenciou um hospital de campanha no Fontelo, em Viseu, para responder à situação.

A mesma fonte adiantou que está também a ser preparada a abertura do antigo Hospital Militar de Coimbra, entretanto reclassificado de Centro de Saúde, que tem capacidade para 36 camas, embora "não sejam abertas todas ao mesmo tempo".

Segundo a ARSC, a abertura do Centro de Saúde Militar resulta de uma parceria com o Exército, a Proteção Civil e a Cruz Vermelha Portuguesa.

Às 23:59 de domingo, os hospitais da região Centro contabilizavam 1.164 internados com COVID-19, dos quais 115 em unidades de cuidados intensivos.

De acordo com a ARSC, na mesma data registava-se uma taxa de ocupação de 93% em enfermarias para doentes COVID-19 e 89% em unidades de cuidados intensivos.

No domingo, registaram-se na região Centro 24 óbitos em ambiente hospitalar, 118 admissões de novos doentes, uma alta hospitalar em unidade de cuidados intensivos e 24 altas médicas de enfermarias com doentes COVID-19.

Fonte: Lusa

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